O secretario Daniel Zen disse que o fim dos contratos provisórios foi uma medida de natureza econômica, respaldada pela crise internacional.
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O dia 31 de dezembro de 2012 foi o último dia de contrato para centenas de servidores provisórios do Governo do Estado do Acre, lotados especificamente na Secretaria de Educação e Esporte (SEE). Todos foram demitidos.

De acordo com a assessoria de imprensa do governador Tião Viana, as demissões foram necessárias para atender o dispositivo legal que diz que não há como prorrogar contrato que ultrapasse a dois anos.

Secretário Daniel Zen lamentou as demissões através das redes sociais
Secretário Daniel Zen lamentou as demissões através das redes sociais
A SEE, de acordo com a assessoria de imprensa do Governo do Estado, abriu novos editais para preenchimento de 2.096 vagas. O concurso será simplificado e as inscrições já foram encerradas.

As demissões já haviam sido anunciadas pelo secretário de Educação e Esporte, Daniel Queiroz de Sant’ana, O Daniel Zen, que chegou a usar sua página pessoal nas redes sociais, no dia 14 de dezembro de 2012 para justificar as demissões.

O secretário prestou solidariedade, via rede social, a todas as pessoas que seriam atingidas pela onda de demissões.

"Mesmo sabendo que são vínculos de natureza transitória, o fato é que o esforço e dedicação destas pessoas se sobressai e se soma ao trabalho dos colaboradores que possuem vínculo efetivo. Contudo, a legalidade está acima de outros fatores, o que impede que renovemos um contrato cujo prazo final já vai se expirar. A todos, desejo sorte no processo seletivo para contratação de profissionais em caráter temporário, cujos editais estão abertos. Meu abraço e minha solidariedade a todos que enfrentarão essa batalha",escreveu.

O secretario afirmou também que o fim dos contratos provisórios foi uma medida de natureza econômica, respaldada pela crise internacional. "A crise internacional de 2012 afeta o Brasil e as medidas econômicas anti-cíclicas adotadas para reduzir os efeitos dessa crise, como a redução do IPI, impactam diretamente o orçamento dos Estados mais pobres, como o Acre. A redução do FPE e do FPM, decorrente da redução do IPI, também impacta as receitas do FUNDEB, verba constitucional da Educação. Afora isso, a expectativa de perdermos vários colaboradores valorosos, que detém contratos de natureza temporária, em virtude do encerramento do prazo de tais contratos, também afeta nosso animo", declarou.  
fonte   Agência ContilNet