Micro-ondas ou microondas? Autoescola ou auto-escola? O uso ou não do hífen nas novas normas da Língua Portuguesa, que passa a valer a partir do próximo ano, é o bicho-papão para milhões de brasileiros que devem, obrigatoriamente, utilizar as novas regras.
As mudanças foram planejadas visando unificar as regras do idioma no Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. No Brasil, por exemplo, 2 mil palavras sofreram alterações, ou seja, 0,5% do total.
Há cerca de dois anos, os professores começaram a ensinar as novas formas da escrita, mas a reclamação ainda é grande pelos alunos na hora de usar o hífen.
Estudante diz que vai enfrentar problemas ainda na hora de escrever (Foto: Clériston Amorim/Agazeta.net)
“Os professores ensinaram bastante. Aprendi muito, mas sei que vou sofrer com muitas palavras ainda no próximo ano. O que devo fazer é estudar mais para escrever corretamente”, comentou.
No caso dos acentos, a facilidade é maior. As principais palavras como ideia, assembleia, plateia e heroico que deixam o acento, os alunos dizem ter gravadas.
Professor fala da dificuldade dos alunos (Foto: Clériston Amorim/ Agazeta.net?
“No caso dos acentos, é uma grande dificuldades para a maior parte dos alunos. Eles não acentuam nada, então, estão em uma fase de adaptação. O hífen é o mais complicado para eles.”, comentou.
A partir de janeiro de 2013, quatro anos após a assinatura do acordo (2008), o domínio das novas regras passa a ser exigido em concursos, vestibulares, provas escolares e seleções públicas que envolvam a aplicação dos conhecimentos ortográficos.
Pelas novas regras, usa-se o hífen quando o prefixo e o segundo elemento juntam-se com a mesma vogal e não se usa quando os elementos se unem com vogais diferentes, portanto, as palavras citadas no início do texto devem ser inscritas micro-ondas e autoescola. Baixe a tabela com as novas regras
Possível ampliação
As mudanças ainda provocam discussões em alas parlamentares que pleiteiam a ampliação do prazo de adequação para janeiro de 2016. O senador Cyro Miranda (PSDB/GO), por exemplo, integrante do grupo de trabalho que estuda mudanças no acordo, afirma que já obteve posicionamento da Casa Civil sobre a alteração do prazo.
O Ministério de Relações Exteriores (MRE) afirma que um possível ajuste no prazo de adequação às novas regras depende de decisões interministeriais, como também da aprovação da Presidente da República, Dilma Rousseff.
Caso a presidente não conceda a “colher de chá” para a ampliação do prazo, profissionais que atuam diretamente com a aplicabilidade dos recursos ortográficos devem estar preparados para a adequação definitiva das novas regras já a partir de 2013.
fonte http://www.agazeta.net/
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