Prefeito é para trabalhar






Na reunião para discutir a destinação das emendas da bancada federal do Acre, os prefeitos foram avisados da contenção de gastos/Foto: DivulgaçãoFaz duas semanas que os prefeitos eleitos em outubro tomaram posse em meio à expectativa geral dos cidadãos e cidadãs. Cientes das suas responsabilidades, alguns focaram em suas missões e estão procurando trabalhar em meio a um cenário de muita dificuldade.
Mas, se há aqueles que se esforçam para ajustar a máquina e planejar o futuro, infelizmente há outros que continuam olhando pelo retrovisor, procurando atribuir aos antecessores a culpa pelos seus potenciais fracassos.
Em tão pouco tempo é fácil diferenciar quem tem chance de transformar compromissos de campanha em realizações e em sucesso, de quem está fadado ao fracasso.
Caminham celeremente ao fiasco aqueles que assumiram preocupados com os erros do seu antecessor. A história é recheada de casos de insucessos daqueles que insistiram em adotar essa postura. Basta relembrar, refletir e não repetir.
Orientados por lideranças oposicionistas raivosas e órfãs da menor capacidade de gestão, esses prefeitos perdem-se em discursos improdutivos como se justificassem o fracasso antecipadamente.
O homem público que prometeu o céu na terra em campanha não pode adotar como hobby criticar quem saiu. Essa estratégia pode dar certo por alguns dias, mas logo vai ruir. E a população, cobrar.
Essa população não demora para entender que os ataques são o mea culpa de quem prometeu sem conhecer a realidade e, diante do mundo real da gestão, não pode cumprir o que vociferou no palanque.
Gestão pública pressupõe o mínimo de conhecimento técnico e político. Nossos municípios são pobres, não suportam maus gestores e sofrem os efeitos dos péssimos políticos. Não comportam interesses individuais acima dos coletivos.
Acompanho a política do Acre há muitos anos. Vi muitas coisas. Vi Jorge Viana assumir a prefeitura de Rio Branco completamente sucateada e desmoralizada. Vi Raimundo Angelim assumir a mesma prefeitura ainda mais destruída.
Viana e Angelim não perderam um minuto dos seus mandatos para criticar aqueles que haviam saído. Desde o primeiro dia trabalharam muito. E foram bem-sucedidos.
Alguém lembra como o mesmo Jorge Viana assumiu os destinos do Estado do Acre?
Fato é que não é prática da Frente Popular assumir olhando para o retrovisor. As lideranças olham os erros do passado apenas para não repeti-los. O olhar dos seus lideres está sempre muito atento ao para-brisa da história. Eis o motivo do sucesso.
Por não perder tempo criticando o passado, a Frente Popular não pode aceitar passivamente os ataques dos oposicionistas aos seus ex-prefeitos. É o momento de ter posicionamento político sobre o comportamento dos prefeitos que estão reclamando.
É fundamental demonstrar que aqueles que assumiram e estão há duas semanas criticando descobriram mais cedo que esperavam não ter condições de pôr em curso o que prometeram.
Usando a linguagem popular, essas pessoas não podem esquecer que, quem casa com a viúva, obrigatoriamente leva os filhos.
Diante de um quadro desses, nós, que moramos na capital, devemos agradecer muito à maioria da população que elegeu o petista Marcus Alexandre.
Em campanha, Marcus Alexandre percorreu mais de cem bairros e setecentos quilômetros. Tudo a pé! Não está sendo diferente como prefeito.
Marcus Alexandre é daqueles que acordam cedo e dormem tarde. Junto com o governador Tião Viana, o prefeito caminha para fazer muito por Rio Branco. Os prefeitos deveriam buscar inspiração nessa dupla.
Tião Viana, aliás, antes de os gestores serem empossados, convidou-os para celebrar um pacto pela conciliação regional. Abriu as portas do governo para quem pretende trabalhar de forma honesta e pautado em parcerias claras, cuja preocupação seja o bem da sociedade.
Para finalizar, uma reflexão: se a oposição no interior perdeu os primeiros dias atacando e falando coisas alheias à realidade, imagine como Rio Branco estaria se o raivoso candidato oposicionista tivesse vencido!
Com a boca grande, ele ocuparia o tempo falando muito mal de um prefeito que deixara a prefeitura após oito anos muito bem avaliado!
Certamente, a exemplo dos seus aliados, teria esquecido que prefeito é eleito para trabalhar. E muito. Seria acometido de "amnésia" e não lembraria que a eleição acabou e que passa da hora de descer do palanque.
Assessor de Estado de Comunicação

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