Ao
contrário do que as mídias governamentais tentam encrustar nas cabeças
dos eleitores acreanos, o resultado parcial das eleições no Acre
demonstrou claramente a desaprovação e falta de liderança do governador
Tião Viana (PT), que sequer conseguiu eleger seu candidato a vereador em
Rio Branco, Irailton Lima (PT).
Mesmo com todo o arsenal de
campanha, incluindo a execução de programas de altíssima capilaridade
política (Ruas do Povo, Cidade do Povo, Cuidando dos Seus Olhos etc), o
governador e sua tropa de elite não conseguiram manter o domínio atual
das prefeituras do Estado.
De 11 prefeituras comandadas atualmente pelo PT no Acre, o partido perdeu 7, conseguindo eleger apenas 4 prefeitos.
Já a oposição saiu amplamente
vitoriosa, redesenhando o mapa político no Estado e definindo um novo
cenário para as eleições de 2014, conquistando 13 das 21 prefeituras nas
eleições 2012, incluindo Cruzeiro do Sul, que possui nada menos que o
segundo maior colégio eleitoral do Acre. A oposição ainda disputa, com
reais chances de vitória, a capital Rio Branco.
O PSDB elegeu seis prefeitos no
Acre, 27% do total, e consolidou-se como a maior sigla do Estado. O PMDB
com quatro, aparece na sequência.
Apesar de toda a estrutura de
campanha aportada pelo PT em Rio Branco, um volume digno de uma
candidatura a governo do Estado, o candidato petista não conseguiu
vencer no primeiro turno, ficando a pouco mais de 4 pontos a frente do
candidato Tião Bocalom (PSDB).
Ao contrário do que alguns aliados
do governo tentam agora argumentar, que não entraram na campanha porque
estavam "cuidando do interior", toda artilharia petista foi usada, sim.
Em nenhuma campanha para prefeito de Rio Branco se observou tamanho
volume de investimentos e hercúleos esforços para eleger um candidato.
Os milhares de cargos
comissionados que, humilhantemente, foram obrigados a participar de atos
de campanha, como bandeiraços e “reuniões”, além da militância que
literalmente vestiu a camisa e partiu com força total para os mais
longínquos bairros da capital, não foram suficientes para eleger o
candidato dos Viana.
Neste segundo turno, mesmo que
preguem o oposto, um ponto deverá ser friamente considerado: os quase 50
mil eleitores que não foram às urnas ou votaram branco/nulo
definitivamente não fazem parte do time vermelho. É indiscutível também
que petistas e simpatizantes saíram em massa rumo às urnas, pois sabiam
da necessidade da vitória já no primeiro turno.
A maioria absoluta dos eleitores
que protestou e deixou de votar em algum candidato é composta por
aqueles que, de fato, querem uma real mudança na política acreana.
Inserida, nesse grupo, consta
ainda uma parcela significativa daqueles que respondem a dois comandos
políticos, ambos de oposição: Flaviano Melo e Petecão. Aqui, o argumento
de que voto não se transfere está descartado.
A baixa votação do candidato do
PMDB foi motivada simplesmente pela dúvida do eleitor acerca da real
postura oposicionista de Fernando Melo, recém saído no ninho petista.
Apesar do esforço de Petecão e
Flaviano, bem como da qualidade da candidatura Fernando, o povo não se
sentiu seguro de que ele realmente representaria a oposição, fato que,
dificilmente, será repetido com o candidato Tião Bocalom.
O resultado do segundo turno pode
ser ainda mais surpreendente, pois, no Acre, votos de direita não migram
para a esquerda e vice-versa.
Da equipe de Análise Política do Acrealerta.com
0 Comentários
Caros Leitores do Giro Feijó a seção de comentários e para quem quiser falar sobre as noticias aqui postadas ou quem tiver alguma reclamação , matéria e informação que queira nos passar, fica aqui este espaço aberto a toda a população.
Observação: nos do Giro feijo não nos responsabilizamos por comentarios de natureza ofensiva contra cidadãos ou politicos