A família do homem de 58 anos diz que último contato foi por telefone. Até a polícia boliviana foi acionada para buscas.
Um
agricultor de 58 anos que mora em Guajará-Mirim (RO) está desaparecido
há nove dias na Bolívia. Nilo Cortez é de naturalidade boliviana, mas
mora há mais de 35 anos na cidade brasileira, que faz fronteira com a
Bolívia. Segundo Maria Ester, filha de Nilo nascida no Brasil, conta
que o último contato do pai foi realizado por telefone. As roupas e a
canoa do agricultor foram encontradas as margens do rio que fica próximo
ao sítio que ele visitava.Os cincos filhos de Nilo vivem momentos de incerteza na busca pelo pai. Segundo informações da família, o agricultor seguiu no dia 30 de setembro para um sítio localizado no lado boliviano da fronteira e o último contato realizado com ele foi por telefone na terça-feira (2) por volta das 16h.
A filha Rosilda Cortez Moraes conta que uma irmã foi até o local na quinta-feira (4) na tentativa de encontrar o pai, mas só achou as roupas que estavam em algumas pedras às margens do rio. “A porta da casinha dele estava encostada, o relógio e a carteira em cima da mesa, daí ela foi até a beira do rio, achou as roupas e só faltava a canoa dele”, diz.
A embarcação utilizada pelo homem foi localizada à deriva por um pescador, alguns quilômetros depois, no distrito de Iata, no lado brasileiro. Os filhos acham pouco provável que Nilo tenha desaparecido na mata, já que ele conhece bem a região.
Pouco apoio para buscas
O 6º Batalhão de Infantaria e Selva fez buscas no local onde as roupas e a canoa foram encontradas.
“O apoio que nós tivemos foi só do quartel, só isso, os soldados que foram para lá, desceram até o rio, mas foi só isso. Os bombeiros chegaram ir até local, mas nada mais que isso”, conta Rosilda Cortez.
Até mesmo a polícia boliviana foi acionada pela família. “Procuramos a polícia boliviana, mas disseram que não podiam fazer nada, que eles não tinham equipamento, não tinham voadeira para ir procurar. Estamos procurando nosso pai por conta própria”, diz, emocionada, Rosilda.
Foram os bombeiros que orientaram os familiares a registrar ocorrência policial para que a Bolívia também ajudasse nas buscas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Guajará-Mirim, as buscas só podem ser feitas no lado brasileiro, uma vez que, ele é cidadão boliviano e o sítio onde foi visto pela última também pertence à Bolívia. Mas até o momento, nenhum contato de ajuda nas buscas foi feito pelo país vizinho.
fonte alto acre
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