Rio Branco tem quase 50 mulheres vivendo em situação de rua e viciadas em drogas, aponta Secretaria de Assistência Social

Em Rio Branco, ao menos 47 mulheres vivem em situação de rua e usam drogas 
as mulheres que vivem em situação de rua em Rio Branco, 47 delas têm idade entre 20 e 50 anos, segundo a Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social.
Dessas, todas fazem uso abusivo de álcool e drogas. O Jornal do Acre 2ª edição deste sábado (21) mostrou a situação das moradoras de rua, que, por conta do vício, abandonaram vidas estáveis e muitas vezes confortáveis.
A moradora de rua Neila de Nazaré Soares, que trabalhava como professora, e hoje vive nas calçadas do Centro da capital Rio Branco, conta que dava aula em formação integral, de todas as matérias, mas agora vive no mundo do vício, consumindo até álcool de carro.
“Passei nove meses em um centro de recuperação, aí depois eu fugi. Eram legais comigo, mas eu queria era tomar cachaça”, diz.
Adriana dos Santos Souza, de 49 anos, que também é moradora de rua, passou pelo contexto por falta de opção e hoje é dependente das drogas e do álcool. Ela conta como é a vida nas ruas e fala que sempre usa droga quando aparece.
“Só não faço me prostituir, nem roubar, nem matar, mas pedir eu peço humildemente. Não saí de casa, me deixaram na rua, me abandonaram”, afirma.
O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da capital desenvolve atividades para tentar ajudar mulheres que estão nessa situação, mas ainda há muita resistência na hora de procurar ajuda.
De acordo com a assistente social Charlaine Alves Souza, o trabalho é desenvolvido com grupo de terapias, atendimentos individuais e psicológicos, tudo isso dependendo da necessidade do usuário.
“A gente tem um número menor de atendimento de mulheres justamente por essa questão do estigma em relação a mulher, porque, para a mulher hoje admitir que ela é usuária de droga e procurar um serviço de atendimento para fazer um tratamento, ela enfrenta algumas dificuldades, algumas barreiras. Porque a mulher carrega um estigma de ser dona de casa e mãe”, conta.
A droga mais usada é o crack, seguido pelo consumo excessivo do álcool. O coordenador do Caps, Salustiano Lima Costa, explica como as pessoas podem procurar ajuda e diz que é feita uma escuta qualificada para verificar a necessidade do paciente e assim, dar uma solução ao problema.
“O nosso centro tem a porta aberta, todo e qualquer paciente pode entrar no nosso serviço. Nosso serviço tem acolhimento 24 horas como funcionalidade. Nós trabalhamos com equipes multiprofissionais, temos nossos acolhimentos e nossos plantonistas de porta”, finaliza.
fonte  g1.globo.com

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