Menos polêmica, maconha ganha força para tratamentos médicos

Cientistas conseguiram neutralizar substância da erva que altera os sentidos
Cânabis, popularmente conhecida como maconha, é uma planta, que apesar de fazer parte do contidiano de muitas sociedades, continua polêmicaWikimedia Commons
Cânabis, popularmente conhecida como maconha, é uma planta, que apesar de fazer parte do contidiano de muitas sociedades, continua polêmica

Apesar de ser amplamente utilizada em muitos países como remédio para diversas doenças, devido a seus diferentes efeitos, a maconha continua sendo considerada uma substância polêmica. Entretanto, recentes avanços apresentados pelo laboratório da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, podem alterar o futuro da erva nos tratamentos médicos.

Uma equipe de cientistas israelenses, liderada por Ruth Gally, conseguiu neutralizar o THC (tetrahidrocanabinol), substância responsável pelos efeitos psicoativos da maconha que alteram temporariamente a percepção e o comportamento do usuário. Com a conquista, os pesquisadores procuram diminuir não só os efeitos colaterais da erva quando utilizada em tratamentos médicos, como também será reduzida a polêmica que ronda o tema.


Menino de 2 anos recebe tratamento com maconha nos EUA

Site mostra caso de menino de 2 anos e meio que passa por tratamento com utilização de maconha. Foto: KTLA/Reprodução
Um americano de 2 anos e 6 meses de idade é um dos pacientes mais jovens a receber tratamento médico com maconha no mundo. Cash Hyde passou por uma cirurgia para retirar um câncer na cabeça e utiliza a droga na alimentação como parte das medidas para evitar que o tumor retorne. As informações são do site KTLA News.
Segundo o pai do menino, Michael Hyde, a utilização da maconha na alimentação ajudou a criança a superar os efeitos adversos da quimioterapia, melhorando o sono e o apetite. Antes de iniciar o tratamento, Cach havia ficado pelo menos 40 dias sem se alimentar, recebendo nutrientes injetados. "Ele não tinha nem condições de levantar a cabeça do travesseiro", afirmou o médico Tayln Lang.
Somente nos Estados Unidos, pelo menos 28 mil pacientes, entre adultos e crianças, recebem o tratamento com maconha.
Foi desenvolvida também uma maconha com mais canabidiol, uma molécula com propriedades benéficas para quem sofre de diabetes e artrite, entre outras doenças. 

"O canabidiol reduz inflamações", afirma Ruth. "Acredito que podemos produzir um remédio barato a partir dele." 

O ministério da saúde de Israel já autorizou uma empresa local a cultivar diversas variedades da planta em estufas, na Galileia, no sul do país. A empresa que vai desenvolver uma nova maconha com menos THC e mais canabidiol. Por enquanto 8 mil pacientes são atendidos em Israel com a erva medicinal, e a pretensão é que esse número dobre até o ano que vem.

Em uma casa de repouso de Israel, o novo tipo de maconha já está sendo usado com a autorização dos parentes dos idosos. Eles recebem doses diárias que são colocadas na comida ou no vaporizador. 

"Agora, os pacientes comem melhor e muitos voltaram a se movimentar", conta a enfermeira-chefe do local.

Foi o caso de Moshe Rott. Ele tem 90 anos e sofre de artrose. Há um ano passou a usar o canabidiol e, hoje é o único que fuma todas as manhãs. O homem que não levantava da cama passou a andar de cadeira de rodas, voltou a pintar e consegue usar o computador.

"Não conseguia mexer as minhas mãos", diz Rott. "A cânabis me devolveu a vida."

Veja o vídeo:




Fonte: http://noticias.r7.com e http://noticias.terra.com.br
Postado Por: William SIlva

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